TIPOS DE LUVAS

A nível geral podemos dividir as luvas em duas categorias:
1. Luvas sintéticas.
- Pelo seu design:
• Com suporte, usando como suporte materiais como algodão, nylon…antes de os cobrir com material sintético (geralmente látex, nitrilo e poliuretano).
• Sem suporte, introduzindo diretamente o molde da luva no material sintético (nitrilo, látex, neopreno…).

- Pelos materiais empregados:
• Luvas de látex, de nitrilo, de PVC…

2. Luvas de pele.
- Pelo seu design: Luvas tipo americano, tipo motorista, tipo soldador…
- Pelos materiais usados:
• Pele Flor: Usando a parte exterior da pele (maior conforto e destreza).
• Pele Serragem: Usando a parte interna da pele (maior resistência à abrasão).

DEFINIÇOES

- Mão: Parte do corpo desde a ponta do dedo médio ate ao pulso.
- Luva: EPI destinado a proteger a mão ou parte dela contra riscos.
- Risco: Situação não desejada que pode causar danos na saúde do trabalhador.
- Palma da luva: A parte da luva que cobre a palma da mão.
- Dorso da luva: A parte da luva que cobre o dorso da mão.
- Destreza: Mede a capacidade de manuseamento para realizar um trabalho. Está relacionada com a espessura, elasticidade e deformação da luva.
- Nível de prestação: É o número que nos indica o valor obtido no ensaio correspondente segundo a norma específica.

OS MATERIAIS

- Fibras naturais como o algodão, para aplicações gerais, oferecem conforto, transpirabilidade e resistência à abrasão.
- Materiais sintéticos como o nylon (abrasão e rasgado), PVC (abrasão e produtos químicos como gorduras, óleos e álcool), Neopreno (temperatura e produtos químicos).
- Couro (Flor e Serragem), material confortável e transpirável que oferece boas propriedades mecânicas (sobretudo a abrasão e o rasgado).
- Recoberturas.
• Látex. Comodidade, elasticidade e destreza. Resistência a produtos químicos aquosos. Excelente agarre e boa resistência à abrasão.
• Poliuretano. Elasticidade, resistência à abrasão e à tensão. Resistente ao álcool, hidrocarbonetos, e dissolventes. Muito bom agarre, boa resistência à abrasão e transpirabilidade.
• Nitrilo. Borracha sintética resistente a óleos, lubrificantes e produtos derivados do petróleo. Boa resistência mecânica e perfuração. Muito resistente quimicamente

ESCOLHA DA LUVA

ESCOLHA DA LUVA

1º Identificar a luva que necessitamos, analisando no local de trabalho a tarefa a realizar (tamanho das peças, o seu peso, trabalhos de precisão…) e o risco principal a cobrir segundo a sua importância (risco elétrico, risco químico, risco térmico, risco mecânico…) elegendo o nível de prestação adequada a cada risco.
Outros fatores a ter em conta são o entorno (interior/exterior, humidade…etc).

2º Identificar o tamanho do usuário: Verifique o seu tamanho.
A escolha do tamanho é muito importante não só de cara ao conforto, ergonomia e proteção do usuário, como também perante realização precisa do trabalho. Uma má escolha do seu tamanho pode-nos levar a realizar um trabalho de forma menos precisa (ineficiência), a um maior risco (erros…) e a mais tempo de exposição ao risco ao demorar mais tempo a realizar a tarefa.
As luvas de trabalho, da mesma maneira que o resto dos Equipamentos de Proteção Individual, classificamse em 3 categorias
  • Categoría 1: Luvas que pelo seu simples design, o usuário pode julgar por si mesmo a sua eficácia contra riscos mínimos e cujos efeitos, quando sejam graduáveis, possam ser percebidos a tempo e sem perigo para o usuário: agressões mecânicas superficiais, produtos de manutenção cujos efeitos sejam facilmente reversíveis, choques e vibrações que não afetem as partes vitais…

    • Estas luvas terão que superar a EN420, norma harmonizada que regula os requisitos mínimos a cumprir pelas luvas de trabalho:
    destreza, PH, conteúdo em cromo, tamanho, inocuidade,…

    • A marca que as luvas terão que ter sob categoria 1, é:
    - Identificação do fabricante ou mandatário (logo, NIF…)
    - Referência ou modelo.
    - Tamanho.
    - Marca CE.
  • Categoría 2: Luvas destinadas a evitar riscos de todo tipo que não possam chegar a causar lesões muito graves ou a morte (riscos intermédios).

    • Estas luvas hão de superar, além da EN420, a norma harmonizada que regule o risco perante o qual se recomenda essa luva.

    • A marca que levarão as luvas sob a categoria 2, é
    - Identificação do fabricante ou mandatário.
    - Pictograma do risco perante o qual se recomenda.
    - Níveis de resistência.
    - Modelo ou referencia.
    - Tamanho.
    - Pictograma relativo ao folheto informativo.
    - Marca CE.

    • A conformidade com a norma terá de ser feita por um laboratório notificado pela CE, emitindo um certificado CE de tipo.
  • Categoría 3:Luvas destinadas a proteger o usuário de um perigo mortal ou que possa danificar gravemente e de forma irreversível a saúde, sem que se possa descobrir a tempo o seu efeito imediato.
    Estas luvas superarão, além da EN420, a norma harmonizada que regule o risco perante o qual se recomenda essa luva.
    A marca que levarão as luvas sob categoria 3, é:
    - Identificação do fabricante ou mandatário.
    - Pictograma de risco perante o qual se recomenda.
    - Níveis de resistência.
    - Modelo ou referencia.
    - Tamanho.
    - Pictograma relativo ao folheto informativo.
    - Marcado CE mais o número de identificação do Organismo de controle notificado encarregado do controle de qualidade CE na fase de produção.
    • Devem ser certificados por um organismo notificado e o fabricante deve adotar um dos sistemas de garantia de qualidade CE
    regulados para a sua comercialização segundo o R.D. 1407/1992.
PICTOGRAMA NORMA DESCRIÇÃO
EN 388 Risco mecânico. Abrasão, Corte, Rasgado e Perfuração.
Máximo nível de prestação: 4 (exceto ao corte que é nível 5).
EN 374 Risco químico.
- EN374-2 Resistência à Penetração (Microrganismos)
- EN374-3 Resistência à Permeabilidade
(Níveis de prestação alcançados perante uma serie de substancias determinadas e identificadas mediante uma letra pela que ao menos hão de alcançar um nível de prestação 2 perante 3 substancias dessa tabela tais como Metanol (A), Acetona (B)…).
EN 407 Risco térmico (temperatura entre 50ºC e 100ºC). Inflamabilidade, Calor por contato,
Calor convectivo, Calor Radiante, Pequenos salpicos de metais fundidos,
Grandes massas de metais fundidos.
EN 511 Riscos por frio (até -50ºC). Frio convectivo, frio de contato, Impermeabilidade na
agua.
EN 12477 Riscos por soldadura. Classificamse em dois tipos. Tipo A e Tipo B. Hão de se provar
para as normas EN388 (riscos mecânicos) e EN407 (riscos térmicos) e passar uns
níveis mínimos para cada uma das normas. Estes níveis e a destreza irão nos dar o tipo de luva. No geral recomenda-se usar luvas Tipo B nos trabalhos onde for necessário um alto nível de destreza (por exemplo: soldadura tipo TIG).
EN 1082-1 Riscos por cortes e picadas produzidas por facas de mão.
EN 60903 Risco eléctrico. Classificam-se em 6 classes segundo a sua tensao máxima de utilizaçao.

Clase Tensão de prova Tensão máxima de utilização
00 2.500V 500V
0 5.000V 1.000V
1 10.000V 7.500V
2 20.000V 17.000V
3 30.000V 26.500V
4 40.000V 36.000V
O vestuário laboral, da mesma forma que o resto dos Equipamentos de Protecção Individual, classificam-se em:
  • Categoría 1: Aquela roupa de trabalho que devido ao seu simples design, o usuário possa julgar por si mesmo a sua eficácia contra riscos mínimos, e cujos efeitos, quando forem graduais, possam ser percebidos a tempo e sem perigo para o usuário, como por exemplo as agressões mecânicas de efeitos superficiais ou os agentes atmosféricos que não sejam excecionais ou extremos.

    • Este vestuário terá que superar a EN13688, norma harmonizada que regula os requisitos mínimos a cumprir pelo Vestuário Laboral, mudança dimensional perante a lavagem, designação de tamanhos, etiquetas, propriedades siológicas, solidez da cor,… Estas prendas hão de superar, além da EN13688, a norma harmonizada que regule o risco perante o qual se recomenda, por exemplo:

    EN14058: Roupa de protecção contra ambientes frios (entre -5ºC e 10ºC).

    EN343: Vestuário de protecção contra a chuva.

    • A marca que estas prendas levarão em categoria 1 é:
    - identificação do fabricante ou mandatário.
    - modelo ou referência.
    - tamanho.
    - marca CE.
    - instruções de manutenção.
    - composição

  • Categoría 2: Aquele vestuário destinado a proteger perante riscos inter- médios ou de todo tipo que não possam chegar a causar lesões muito graves ou a morte.

    • Estas prendas terão de superar, além da EN13688, a norma harmonizada que regule o risco perante o qual se recomenda por exemplo:

    EN342: Roupa de protecção contra o frio destinada a proteger perante temperaturas ambiente compreendidas entre -5ºC e -50ºC.
    EN11611: Roupa de protecção utilizada durante a soldagem e processos afins.
    EN11612: Roupa de protecção para trabalhadores expostos ao calor (temperatura inferior a 100ºC).
    EN471: Vestuário de protecção de Alta Visibilidade.
    EN1149: Roupa de protecção Anti estática.

    • A marca que estas prendas terão que levar é a mesma que a de categoria 1, acrescentando o pictograma indicativo do risco e os seus níveis de resistência.

  • Categoría 3: Roupa destinada a proteger o usuário de um perigo mortal ou que possa danificar gravemente e de forma irreversível a saúde sem que se possa descobrir a tempo o seu efeito imediato. Esta roupa terá que superar, além da EN13688, a norma harmonizada que regule o risco perante o qual se recomende essa roupa:
    EN13034 Roupa de protecção limitada contra produtos químicos líquidos (Tipo 6)
    EN13982-1 Roupa de protecção química perante partículas sólidas suspensas (Tipo 5)
    EN14605 Roupa de protecção com uniões herméticas às pulverizações (Tipo 4)
    EN14605 Roupa de protecção contra produtos químicos líquidos (Tipo 3)
    EN1073-2 Roupa de protecção não ventilada contra contaminação partículas radioativas
    EN14126 Roupa de protecção contra agentes biológicos
    EN14116 Roupa de protecção contra o calor e a chama (propagação limitada da chama)
    EN61482 Roupa de protecção contra arco elétrico.

    A marca que estas prendas terão que levar é a mesma que a da categoria 2, mas acrescentando a marca CE o número de identificação do Organismo de controle notificado encarregado do controle de qualidade CE na fase de produção.

    Devem ser certificados por um organismo notificado e o fabricante adotar um dos sistemas de garantia de qualidade CE regulados
    Para a sua comercialização segundo o R.D. 1407/1992.

Tabela de medidas e tamanhos

CASACOS - PARKAS
TAMANHO S M L XL XXL
Tórax (cm) 88-96 96-104 104-112 112-120 120-128
Altura (cm) 152-158 158-170 170-182 182-194 194-200
CALÇAS
TAMANHO S M L XL XXL
Cintura (cm) 72-76 76-84 84-92 92-100 100-108
Altura (cm) 152-158 158-170 170-182 182-194 194-200

Tabela de medidas e tamanhos

MACACOS - BLUSÕES - CASACOS
TAMANHO 48(S) 50(M) 52(M) 54(L) 56(L) 58(XL) 60(XL) 62(XXL) 64(XXL) 66 68 70
Tórax (cm) 92-96 96-100 100-104 104-108 108-112 112-116 116-120 120-124 124-128 128-132 132-136 136-140
Altura (cm) 152-158 158-164 164-170 170-176 176-182 182-188 188-194 194-200 194-200 194-200 194-200 194-200
CALÇAS
TAMANHO 38(S) 40(M) 42(M) 44(L) 46(L) 48(XL) 50(XL) 52(XXL) 54(XXL) 56(XXXL) 58(XXXL)
Cintura (cm) 72-76 76-80 80-84 84-88 88-92 92-96 96-100 100-104 104-108 108-112 112-116
Altura (cm) 152-158 158-164 164-170 170-176 176-182 182-188 188-194 194-200 194-200 194-200 194-200
CAMISAS
TAMANHO 37/38(S) 39/40(M) 41/42(L) 43/44(XL) 45/46(XL) 47/48(XXL) 49/50 51/52
Tórax (cm) 96-100 100-104 104-108 108-112 112-116 116-120 120-124 124-128
Altura (cm) 158-164 164-170 170-176 176-182 182-188 188-194 194-200 194-200
MACACOS - COLETES - BLUSÕES- PARKAS - POLOS – T-SHIRTS - CAMISOLAS - SWETERS
TAMANHO S M L XL XXL
Tórax (cm) 84-92 92-100 100-108 108-116 116-124
Altura (cm) 164-170 170-176 176-182 182-188 188-194
A seguir descrevemos as diferentes normas sob as quais se regem os nossos modelos de calçado
  • EN20345 para o calçado de segurança de uso profissional: CLASSIFICAÇÃO I (Calçado fabricado com coiro e outros materiais)
    SB: Calçado com topo de segurança (interior ponteira) resistente a 200 J.
    S1: SB + Zona do salto fechada + Anti estático + Absorção de energia na zona do salto.
    S2: S1 + Resistência à penetração e absorção de agua.
    S1P: S1 + Resistência à penetração da sola (P).
    S3: S2+ Resistência à penetração da sola (P) + Sola com ressaltes.

    CLASSIFICAÇÃO II (Calçado todo borracha ou todo polimérico, como por exemplo as botas de agua)
    SB: Calçado com topo de segurança (interior ponteira) resistente a 200 J.
    S4: SB + Calçado anti estático + Absorção de energia na zona do salto.
    S5: S4 + Resistência à penetração da sola (P) + Sola com ressaltes.

    Novos requisitos na norma EN20345 em quanto à resistência ao deslize:
    SRA: Resistência ao deslize sobre chão de baldosa cerâmica com lauril sulfato sódico.
    SRB: Resistência ao deslize sobre chão de aço com glicerina.
    SRC: SRA + SRB.

  • EN20347 para o calçado de trabalho de uso profissional: CLASSIFICAÇÃO I (Calçado fabricado com coiro e outros materiais)
    0B: Propriedades fundamentais.
    01: 0B + Zona do salto fechada + Anti estático + Absorção de energia na zona do salto.
    02: 01 + Resistência à penetração de agua.
    03: 02+ Resistência à penetração da sola (P) + Sola com ressaltes.

    CLASSIFICAÇÃO II (Calçado todo borracha ou todo polimérico, como por exemplo as botas de agua)
    0B: Propriedades fundamentais.
    04: OB + Calçado anti estático + Absorção de energia na zona do salto.
    05: 04 + Resistência à penetração + Sola com ressaltes.

SIMBOLOGÍA

Resistente a 200 J Palmilha anti perfuração Calçado anti estático Repelente de agua Resistente aos óleos Resistente a hidrocarbonetos Absorção de choques Sola anti-deslizante Ponteira reforçada Resistência ao calor Resistência ao frio

Marca do calçado

Metal Free

  • O nosso calçado METAL FREE está desenhado sob as exigências da EN20345 para calçado de segurança não se utilizando nenhum componente metálico na sua estrutura, procurando um alto nível de conforto que não entre em conflito com a sua capacidade de proteção.

    O topo de segurança é de compósito (resina composta) ou fibra de vidro, conseguindo que seja mais leve e amagnético, recuperando a sua forma trás um impacto facilitando desta maneira a saída do pé. A palmilha anti perfuração, elaborada com o mesmo tipo de material ou com tecidos resistentes à perfuração de última geração, além da leveza e isolamento térmico, consegue uma grande flexibilidade e ótima torsão cobrindo além disso uma maior superfície da planta do pé.

Regulamentos General

Este tipo de EPIs encontram-se catalogados dentro da categoria III que engloba os equipamentos de desenho complexos destinados a proteger de todo perigo mortal ou que possam danificar de forma grave e irreversível a saúde, pelo que o fabricante deve elaborar uma declaração CE de conformidade depois de que um organismo notificado tenha expedido um certificado CE de tipo e efetuado um controle de fabrico.

Exigências Gerais.
Requisitos aplicáveis a todos os EPIs: Ergonomia, Inocuidade, Conforto e Eficacia.

Exigências Complementares.
Quando os EPIs levem sistemas de ajuste, deverão estar fabricados de tal maneira que, una vez ajustados, não possam (sob condições de uso normais) desajustarem-se independentemente da vontade do usuário.
_Norma EN353-2 Dispositivos deslizantes anti quedas com linha de ancoragem exível.
_Norma EN354 Elementos de amarre.
_Norma EN355 Absorvedores de energia.
_Norma EN358 Epis para sujeição em posição de trabalho e prevenção de quedas em altura. Cintos para sujeição e retenção e componentes de amarre de sujeição. Aplicável a equipamentos destinados a manter o usuário na sua posição de trabalho (Sujeição) e impedir que chegue a um lugar onde se possa produzir uma queda de altura (Retenção). Em nenhum caso um sistema de sujeição ou retenção se deve usar como anti-queda.
_Norma EN360 Dispositivos anti-quedas retráteis.
_Norma EN361 Arneses anti queda.
_Norma EN362 Conetores.
_Norma EN363 Esta norma especifica a terminologia e os requisitos gerais dos sistemas anti quedas utilizados como EPIs contra queda de altura. Devem desenhar-se e fabricar-se com um nível alto de proteção que não gere riscos, de fácil colocação, leves e sem desajustes, e que permitam uma posição correta depois da paragem.
_Norma EN364 Regula os métodos de ensaio.
_Norma EN365 Requisitos generales para instrucciones de uso y marcado.
_Norma EN813 Trabalhos em Suspensão.

Marcado
Marca CE (ao se tratar de equipamentos de proteção individual de categoria 3) seguido do número do organismo de controle autorizado.
Nome do fabricante.
Modelo do dispositivo.
Numero de serie ou lote.
Mês e ano de fabrico.
Materiais de fabrico.

Instrucciones de Uso
Nome do fabricante ou distribuidor e morada dos mesmos. Modelo.
Instruções de armazenamento, limpeza e manutenção. Outras indicações que o fabricante considere oportunas.

SIMBOLOGÍA

Engate esternal Engate dorsal Engate de
posicionamento
Engate de
assento

Regulamentos General

Normas Europeas de Referencia
EN352-1 Orelheiras
EN352-2 Tampões
EN352-3 Orelheiras unidas a um capacete de proteção
EN352-4 Orelheiras dependentes de nível

Todos os protectores auditivos pertencem à categoría II da classi ficação de EPIs.

Avaliação da Exposição ao Ruido
A exposição diária de um trabalhador ao ruído, nível diário equivalente, expressa-se em dB(A), medida calculada e referida a 8 horas diárias. Nos postos de trabalho em que o nível diário equivalente supere 80 dB(A), o empresário deverá fornecer protetores auditivos aos trabalhadores expostos. Nos postos de trabalho em que o nível diário equivalente ou o nível de Pico superem 85 dB(A) respetivamente, todos os trabalhadores deverão utilizar protetores auditivos, cujo uso obrigatório será indicado segundo o disposto no R.D.1316/89.

Avaliação da atenuação acústica

Os métodos de avaliação estao recolhidos na norma ISO 4869: O método Banda de Oitava especi fica oito valores de atenuação em decibéis em oito frequências diferentes: 63 125 250 1000 2000
4000 6000 8000. Os valores de proteção assumida (APVf) são valores de atenuação mínimos de cada frequência referida. Estes valores obtêm-se subtraindo, para cada referencia considerada, a atenuação media do protetor em Altas (H) e Baixas (L) frequências.

O método HML especifi ca três valores de atenuação em decibel, determinados a partir da atenuação por banda de oitava do protetor. As letras HML representam a atenuação media do protetor em Altas (H), Medias (M) e Baixas (L) frequências.

O método SNR Especifica um só valor de atenuação, a Redução Simplifi cada do Nível de Ruido. O valor SNR indica a atenuação media do protetor em todas as bandas de frequência.
Os valores HML e SNR não são derivados de uma media aritmética dos valores de proteção assumida da medição em bandas oitava, senão que se derivam da aplicação de formas logarítmicas indicadas na norma ISO 4869.

Seleção e uso
Evitar sobre protecção: deve-se evitar eleger protetores que proporcionem uma atenuação do ruido demasiado elevada visto que se podem gerar problemas de comunicação ou resultar menos confortáveis com o que o tempo que o usuário os leva postos será reduzido.

Conforto: o protetor mais eficaz é o que se utiliza continuamente. Por isso deven ser o mais confortáveis possível. Deste modo o usuário é motivado a leva-lo durante toda a exposição ao ruido, factor determinante para uma proteção real. Convêm que o protetor seja eleito pelo usuário.

Tipo de protetor: em ambientes de altas temperaturas e grande acumulação de pós é preferível utilizar tampoes, enquanto que em situações de exposição repetida a ruídos de curta duração é preferível usar orelheiras ou tampões com arnês visto que a sua colocação e retirada é mais rápida.

Regulamentos General

Normas Europeas de Referencia

EN 397 Capacetes de Segurança para a Industria.
EN 12492 Capacetes para alpinistas.
EN 812 Gorros anti golpe industriais.

Todos os equipamentos pertencem à categoría II (riscos de grau medio ou elevado) da classi ficação dos EPIs, excepto os certi ficados para risco elétrico segundo a EN 50365 que pertencem à categoria III.

A Norma Europeia EN 397 especifica os requisitos físicos de comportamento, os métodos de ensaio e os requisitos de marca dos capacetes de segurança para a industria. As exigências obrigatórias aplicamse aos capacetes de uso geral na industria. Os requisitos adicionais de cumprimento opcional incluem-se para aplicação somente quando seja específicamente requerido pelo fabricante do capacete.

EXIGÊNCIAS FÍSICAS

O capacete deve incluir pelo menos um casquete e um arnês.

Para aquelas partes do capacete que entrem em contacto com a pele, nao se devem usar materiais dos quais se sabe que podem causar irritação da pele ou qualquer efeito adverso na saúde.

Aquelas partes do capacete, seus acessórios ou elementos de fixação que estejam em contato com o usuário ou susceptível de o estar, quando o capacete está a ser utilizado, nao devem apresentar arestas vivas, rugosidades ou saliencias tais que possam causar dano ao usuário.

Qualquer elemento do capacete que possa ser ajustado, ou retirado pelo usuário com a finalidade de o substituir, deve ser desenhado ou fabricado de forma que facilite o ajuste, retirada ou fricção sem recorrer ao uso de ferramentas.

Qualquer sistema de ajuste incorporado ao capacete, deve ser desenhado e fabricado de forma que nao chegue a estar incorretamente ajustado sem o conhecimento do usuario, nas condições previsíveis de uso.

Os gorros anti golpe industriais servem para a proteção da cabeça do portador se a cabeça bate fortemente contra objetos duros e imóveis causando feridas laceradas e outras feridas superficiais até ao auto aturdimento. Os gorros anti golpe nao oferecem proteção alguma contra o efeito de objetos que caem ou que sao lançados, ou de cargas em movimento ou suspensas.

Um gorro anti golpe industrial nao se deve confundir com um capacete de proteção industrial segundo a EN 397.

Regulamentos General

Normas Europeas de Referencia

EN166 Equipamentos para a protecção dos olhos. Requisitos.
EN169 Filtro para soldadura e técnicas afins.
EN170 Filtro para ultravioletas.
EN171 Filtros para Infra-vermelhos.
EN172 Filtros de proteção solar para uso laboral.
EN175 Equipos para a proteção dos olhos e da cara durante a soldadura e técnicas a nes.
EN207 Filtros e óculos de proteção contra a radiação láser.
EN208 Óculos de proteção para os trabalhos de ajuste de láser e sistema láser.
EN379 Filtros automáticos para soldadura.

Todos os protetores oculares e filtros pertencem à categoría II da classi ficação dos EPIs, exceto os seguintes que sao de categoría III:
- Filtros ou protetores para ambientes calorosos (igual ou superior a 100º)
- Contra radiações ionizantes.
- Contra risco elétrico.
- Contra a radiação láser.

Marca
A marca serve para identificar o risco contra o qual o protetor ocular foi certificado. Trata-se de um código composto por uma letra e números que indicam as especificações de proteção.
O primeiro número indica o tipo de proteção contra radiações óticas:
2. Ultravioleta
3. Ultravioleta sem alteração das cores
4. Infravermelhos
5. Luz solar
6. Luz solar com proteção específica contra infravermelhos

O segundo número indica o nivel de proteção de acordo com o risco expressado no primeiro.
Um solo número indica o grau de proteção contra varios tipo de soldadura (desde 1.2 até 16).
A letra entre paréntesis indica o fabricante. O número seguinte indica a Classe óptica (de 1 a 3, onde 1 indica a melhor qualidade óptica).
A última letra indica o nível de resistência mecânica.

Letras Tipo de protetor
S = Resistencia mecánica incrementada Qualquer
F = Impacto de baixa energia Qualquer
B = Impacto de media energia Óculos de armadura integral ou ecrã facial
A = Impacto de alta energia Ecrã facial

Exemplo de marca modelo 2188-GNV - Marca 5 (M)1F. Onde o 5 indica soldadura grau de proteção 5, (M) indica o logo do fabricante (Marca Proteção Laboral), o 1 a classe Óptica, e F indica a resistência mecânica (impacto de baixa energia).

Tipos de protetores oculares

Óculos de armadura universal, óculos de armadura integral, óculos tipo caçoleta, Ecrãs faciais, Ecrãs para soldadura: de mão, de cabeça, acopláveis a capacete de protecção,...

Regulamentos General

Normas Europeas de Referencia

EN149 Máscaras auto-filtrantes de proteção contra partículas.
EN405 Máscaras auto-filtrantes com válvulas de proteção contra gases ou gases e partículas.
EN140 Semi máscaras.
EN136 Máscaras.
EN141 Filtros contra gases e ltros mistos.
EN146 Dispositivos filtrantes contra partículas, de ventilação assistida.
EN13794 Equipamentos de respiração autónomos de circuito fechado para evacuação.

Todos os equipamentos pertencem a categoria III (risco de morte ou lesões graves) da Classificação dos EPIs. Para determinar a seleção da mascara e/ou filtro, e preciso conhecer: O contaminante, a sua concentração e a sua toxicidade, O valor TLV, O fator de proteção nominal do protetor, O fator de proteção requerido.

TLV o Nivel de Exposição Ocupacional
E a concentração máxima de uma substancia contida no ar, calculando a media sobre um período de 40 horas semanais durante o qual, segundo os conhecimentos actuais, um trabalhador pode estar exposto dia apôs dia sem um provável risco para a sua saúde.

Factor de Proteção Nominal
A relação entre a concentração de um contaminante no ambiente e sua possível concentração no interior da mascara. Calcula-se a partir do valor de máxima fuga interna permitida (%), o qual se obtêm para qualquer equipamento a partir de um ensaio normalizado EN.

Factor de Proteção Requerido: a relação entre a concentração media do contaminante no local de trabalho e o TLV.

Dividindo a concentração media do contaminante no lugar de trabalho pelo TLV de dito contaminante, se obtêm o fator de proteção requerido. O equipamento adequado deve proporcionar um factor de proteção nominal superior ao factor de proteção requerido. Exemplo:

Contaminante Celulosa (par­tícu­la sólida)
Concentração 40 mg/m3
TLV 5 mg/m3
Factor de protecção requerido 40/5 = 8
Recomendação FFP2 (factor protecção nominal 12)

Substituição dos filtros: não e possível determinar um tempo de Eficácia de um filtro, visto que diversos factores influem na sua duração; humidade relativa, temperatura, ritmo respiratório, capacidade pulmonar, concentração e natureza do contaminante. Recomenda-se substituir o filtro quando se adverte um aumento da resistência respiratória ou o cheiro do contaminante.

  Mascarilhas EN149 Mascarilhas EN405 Semimáscas EN140 Máscaras EN136
Partículas P1 4,5 4,5 4,5 5
Partículas P2 15 12 12 16
Partículas P3 50 50 50 1000
Gases e vapores - 20 20 2000
Filtros para partículas, gases e filtros combinados
P (branco) Partículas classe 1 (P1), classe 2 (P2), y classe 3 (P3)
A (castanho) Gases e vapores organicos
B (cinzento) Gases e vapores inorgánicos ( no CO)
E (amarelo) Gases e vapores ácidos
K (verde) Amoniaco

Nota: Estes quadros sao orientativos. Ha de ser o prevencionista quem recomende ao usuario final que protecção e a mais adequada com base em medições no local de trabalho.

DESTAQUES

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